Trombolítico para “desentupir” artéria custa R$ 5,6 mil

Para o operário da construção civil, Bartolomeu do Nascimento Sousa Filho, a madrugada do último 2 de setembro poderia representar o fim de 46 anos de vida. Seria trágico falecer tão novo e tão distante da esposa e do filho de 16 anos. Eles ficaram em Campo Maior, interior do Estado do Piauí, enquanto Seo Bartolomeu veio em busca de oportunidade de trabalho. Chegou em Cubatão há cerca de 4 meses e a situação estava se definindo. Um mês depois da chegada, conseguiu emprego temporário e uma moradia compartilhada com três conterrâneos. Restava a muita saudade da família. As dores intensas no peito vieram justamente quando estava sozinho em casa. Arranjou forças e conseguiu pedir socorro a um vizinho. Chegou às 4h30 no Pronto Socorro Central de Cubatão, foi rapidamente atendido e, cerca de duas horas depois, já confirmado um infarto agudo de miocárdio, uma injeção de trombolítico foi-lhe ministrada para desobstruir as artérias, cujo entupimento poderia levá-lo à morte precoce.
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