Com a rede de neblina montada no meio da mata, os pesquisadores aguardam o pico do movimento da passagem de bandos de morcegos, das 20 às 2 horas da madrugada. Como o sistema de ecolocalização desses únicos mamíferos voadores não consegue detectar a fina malha da rede, confeccionada de nylon ou poliéster, alguns indivíduos acabam se enrolando na trama. Assim que são capturados, os pesquisadores entram em ação: retiram os animais da rede e os colocam em sacos de pano, onde geralmente defecam. A análise posterior das fezes - coloração, odor e teor das fibras - permitirá conhecer seus hábitos alimentares. Após a pesagem, medição e identificação, os morcegos são devolvidos à mata, no Parque Ecológico do Perequê, em Cubatão.
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